Carlos Drummond de Andrade E agora, José?A festa acabou,a luz apagou,o povo sumiu,a noite esfriou,e agora, José?e agora, você?você que é sem nome,que zomba dos outros,você que faz versos,que ama, protesta?e agora, José? Está sem mulher,está sem discurso,está sem carinho,já não pode beber,já não pode fumar,cuspir já não pode,a noite esfriou,o dia não veio,o bondeContinuar lendo “55 – José (poema )”
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54 – Canção para álbum de moça (poema)
Carlos Drummond de Andrade Bom-dia: eu dizia à moçaque de longe me sorria.Bom-dia: mas da distânciaela nem me respondia.Em vão a fala dos olhose dos braços repetiabom-dia a moça que estavade noite como de diabem longe de meu podere de meu pobre bom-dia. Bom-dia sempre: se acasoa resposta vier fria ou tarde vier,contudo esperarei oContinuar lendo “54 – Canção para álbum de moça (poema)”
53 – Poema de sete faces
Carlos Drummond de Andrade Quando nasci, um anjo tortodesses que vivem na sombradisse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homensque correm atrás de mulheres.A tarde talvez fosse azul,não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas:pernas brancas pretas amarelas.Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.Porém meus olhosnão perguntamContinuar lendo “53 – Poema de sete faces”
52 – Poema “Quadrilha”
Carlos Drummond de Andrade João amava Teresa,que amava Raimundo,que amava Maria,que amava Joaquim,que amava Lili,que não amava ninguém. João foi pra os Estados Unidos,Teresa para o convento,Raimundo morreu de desastre,Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se eLili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
51 – Poesia e poemas
Porque “Poesia e Poemas” neste blog? Esta categoria de postagem é uma homenagem a um amigo da Escola Politécnica, com quem morei alguns anos em São Paulo, durante o período universitário. Nos conhecemos no “Curso Anglo-Latino”, em 1962. Estudamos na Poli, ele na Engenharia Civil e eu na Engenharia Naval, de 1963 a 1967. NosContinuar lendo “51 – Poesia e poemas”